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A mostrar mensagens de agosto, 2003
Voltando ao leningrado, para mim será sempre Leningrado, qual São Petesburgo qual quê, a coisa afigura-se agora ligeiramente menos favoravel. E passo a explicar. Para além da resposta principal, h6, as negras têm ao seu dispôr várias continuações eventualmente jogáveis, a saber, Cc6, Bc3, b6, c5 e até d5, que passa para um gambito de dama. O que significa que das 8 x 1 ocorrências, fica-se agora com 8 x 5, ou seja, nem ao dobro chega. Importa ainda, para finalizar esta análise estatística (note-se que nada do que escrevi tem que ver com Xadrez), que na variante principal se tem, na minha base de dados, um score de 0.55 para as brancas. Conclusão, a variante leningrado é sólida do ponto de vista estatístico, pelo menos. Resta-me olhar para as posições, ver se gosto delas e optar. Darei novidades ao blog assim que as tenha.
Ao jogar com as brancas, a defesa que me arrelia mais é, sem dúvida, a nimzoindia. Não sei que lhe faça. Já experimentei jogar a clássica, ou Capablanca, com Dc2 e agora ando pela Rubinstein. Mas contra esquemas tipo Hubner (com uma estrutura central coaracterizada por e5, d6 e c5) não sei, positivamente, o que fazer. Equaciono agora a hipótese de jogar a Saemish ou mesmo a Leningrado. Tem, pelo menos, a vantagem de ter pouca teoria e melhorar o ratio entre as ocorrências de brancas e de negras. Faça-se uma conta aproximada: Brancas 1.d4 100% Nimzo 20% Leningrado 100% total (1 x 0.2 x 1) 20% Negras 1.d4 50% Nimzo 50% Leningrado 10% total (0.5 x 0.5 x 0.1) 2.5% O tal ratio será de 20/2.5 = 8 Ou seja, eu, de brancas, jogaria 8 vezes mais Leningrados que o tipo de negras. Por muito fraca que seja a variante, é sempre de equacionar o aproveitamento da experiência. Vamos a isso!
Os torneios organizados pelo Solha e pelo Sena Lopes dão muito que pensar. Os tipos esforçam-se, contactam a malta que tem elo fide, outra que não tem, dedicam-se à nobre causa de colmatar a falta de torneios de partidas clássicas em Portugal. Pelo menos era essa a minha opinião, há tempos atrás, há falta de torneios de clássicas. Mas hoje a minha opinião é outra. Não há falta de torneios, há falta sim de jogadores. Pois se eles organizam inumeros torneios de clássicas, como se explicará o facto de serem sempre os mesmos a jogá-los? Onde andam os jogadores fortes de Lisboa? Os médios, pelo menos. No torneio que ontem se iniciou, eu seria (estive inscrito e uma vez mais por motivos profissionais tive de desistir mesmo antes de começar) o número 2, sendo o número 1 o Ferents. Ucraniano. E um dos outros jogadores era (é) libanês. Mesmo o alverquense que por lá anda tem nome hebraico! O problema não está nos torneios, está nos jogadores. Há uma profunda e trágica desmotivação no Xadr...